Os benefícios da fisioterapia na viscossuplementação
A artrose é uma doença caracterizada pela degeneração progressiva das articulações, que, em geral, causa dores, crepitação, inchaço, redução de movimentos e, em casos mais graves, até mesmo a impossibilidade de andar. Pacientes com alto grau da doença muitas vezes não conseguem promover ações cotidianas das mais simples, como escovar os dentes ou vestir um sutiã.
De acordo com o ortopedista Rodrigo Castelo Branco, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, o tratamento da doença é individualizado e depende do grau da doença, onde está localizada e de como ela atua no paciente. “O paciente será avaliado de acordo com exame clínico e de imagens. O tratamento é personalizado, e o CREB utiliza com muito sucesso protocolos que incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura e medicamentos específicos”, relata o Dr. Rodrigo.
A utilização da viscossuplementação no tratamento da artrose
O ortopedista do CREB faz questão de pontuar que a artrose não tem cura, mas é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. “A doença é classificada do grau 1 – o mais leve – até o grau 5 – o mais grave. O tratamento depende deste grau e, ainda, da idade do paciente. Além dos protocolos de reabilitação física, o CREB oferece um moderno tratamento, que promove excelentes resultados para casos leves e moderados da doença, mas que muitas vezes também é utilizado em casos mais graves. Trata-se da viscossuplementação”, afirma.
“A viscossuplementação consistem em injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. O líquido sinovial vai perdendo a sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e a aplicação destas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Inclusive, este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology”, explica o Dr. Rodrigo.
A fisioterapia e a viscossuplementação
Segundo o ortopedista do CREB, a viscossuplementação é feita na própria clínica, por médico especializado, com três aplicações, podendo se repetir após um período de a cada seis meses, dependendo da resposta individual de cada paciente . “Este tratamento foi aprovado pelo FDA (órgão regulamentador de medicamentos) nos Estados Unidos somente em 1997. Portanto, é bem recente. A viscossuplementação promove alívio. Não se trata de um corticoide, anti-inflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos tido excelentes resultados com a viscossuplementação aqui no CREB. É possível adiar e, muitas vezes, até mesmo evitar a cirurgia”, garante.
O Dr. Rodrigo pondera que mesmo com a aplicação da viscossuplementação, o trabalho de reabilitação física é fundamental e deve continuar sendo feito. “A fisioterapia é muito importante, e trabalhará em paralelo com a viscossuplementação. A fisioterapia atuará sobre a dor, fortalecerá a articulação atingida e ajudará a restabelecer o movimento perdido”, diz ele
Uso de palmilhas posturais pode eliminar dores constantes nos pés
Dores constantes na coluna, no quadril, joelho, tornozelo ou pé podem indicar algum tipo de distúrbio nos pés, com alteração no tipo de pisada e consequente desequilíbrio postural.
Um médico especialista deve ser consultado para apontar o diagnóstico e o tratamento correto. A baropodometria é um moderno exame, utilizado nestes casos, que auxilia no diagnóstico de inúmeros problemas dos pés e das dores que afligem as pessoas em caminhadas e corridas.
“A baropodometria localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos. O paciente deve ser avaliado parado e em movimento e esse exame auxilia o médico a determinar se o paciente tem algum problema ou doença. Alterações posturais observadas nesta avaliação podem desencadear dores em regiões como a coluna, quadril, tornozelo, joelho e no próprio pé. Essas alterações podem ser tratadas com a confecção e uso de uma palmilha chamada palmilha postural. Essa palmilha tem como objetivo reduzir o pico de pressão da pisada e redistribuir corretamente a força de reação ao solo por toda a região plantar”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo ele, a baropodometria deve ser solicitada para avaliar por exemplo, alterações como pé plano ou cavo, calcâneo valgo ou varo, esporão de calcâneo, fasciíte plantar, tendinites, metatarsalgias, neuroma de Morton, diferença de comprimento de membros inferiores (perna curta), hálux valgo (joanete), artroses, dores nas plantas dos pés, dor na coluna, quadril, joelho e tornozelo, periostites (canelite) e fraturas por estresse. “A reprogramação postural através de palmilhas auxilia na abordagem preventiva e terapêutica. O funcionamento da técnica se baseia no princípio da correção da origem dos desequilíbrios encontrados no corpo. O paciente tem avaliada as entradas sensório-motoras, que podem estar pertubando sua postura. O pé é um local freqüente de origem de distúrbios e alterações no tipo de pisada demonstram isso. Assim, a pessoa poderá ter uma alteração no funcionamento de seu tornozelo, seus joelhos e quadris poderão ficar sobrecarregados, até que uma estrutura ou articulação no corpo não consiga se adaptar ao estímulo, provocando sintomas com o a dor ”, explica o médico.
– O uso destas palmilhas corrige assimetrias posturais, nivelando a bacia, diminuindo a torção de troncos e contribui para a melhora da congruência das articulações e amenizando a sobrecarga na coluna vertebral, nos joelhos e nos pés. A baropodometria é um exame indolor, não invasivo e de alta precisão. Indivíduos de qualquer idade que querem iniciar uma atividade física, atletas amadores e profissionais e portadores de deformidades posturais e nos pés têm indicação de fazer o exame – finaliza o Dr. Marcio.
Horas em frente à TV podem causar dores nas costas
Uma pesquisa realizada na Universidade de Queensland, na Austrália, revela que passar horas em frente ao computador ou à televisão pode causar dor nas costas.
Segundo os investigadores, passar horas em frente à TV ou ao computador pode ter o mesmo efeito, salientando ainda que a dor é tão forte como a de alguém que realmente teve uma lesão física na coluna.
Estas dores agravarão em maior proporção se o portador já tiver alterações posturais da coluna (escoliose / hiperlordose / hipercifose) ou má qualidade da musculatura que a sustenta como a musculatura das costas, abdomen, quadril e nádegas.
Na maioria dos casos, a inatividade é provocada pelo levantamento de peso excessivo, artrose, hérnia de disco, distensão muscular ou outras lesões que prejudicam os músculos que suportam a coluna vertebral.
No CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo sugerimos não permanecer em repouso por tempo prolongado, o repouso após 3 dias já enfraquece a musculatura levando a uma dificil reabilitação. Mesmo nos casos de hérnia ou de dor muito importante procuramos pedir a mobilização o mais breve possível.
Para que estes músculos voltem à atividade, não basta levantar e começar a andar. Alguns dos voluntários foram monitorizados por seis meses e os músculos das costas ainda não tinham recuperado totalmente, mesmo os daqueles que voltaram a se exercitar.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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